"Só as palavras não foram castigadas com
a ordem natural das coisas.
As palavras continuam com os seus deslimites"
Manoel Barros
os deslimites do sem tempo,
as ideias como as palavras,
infantilmente ácronas,
fogem da ordem /cronogramática/
inventada,
sentem-se e respiram-se como ar de vento,
impossíveis de capturar, sem se saber de onde
ou para onde são.
Talvez os cientistas devessem parar de investigar
o tempo, deixar um polícia interrogá-lo, tentar saber-lhe os antecedentes,
o móbil e as causas. Obrigá-lo e denunciar o equívoco,
entre a matéria e o verbo.
Constantino Alves
2 comentários:
Fazes um bom jogo de palavras, mas independentemente disso, acho que é sempre de felicitar o impulso de criar.
Considera-te felicitado :)
Gostei da sua conversa com Manoel de Barros.
Ele sabe como é poético jogar com as palavras, remexer as palavras, arruinar as palavras, molecar a palavras, as repalavras .
abraços poeta
Tereza
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