
é difícil dizer adeus, fazê-lo
pressupõe assumir o facto, deixar que
a ausência faça o tempo, o tempo despedace a nossa existência.
A lage da nossa aparência envaidece-se na flor do gesto, mas o corpo sabe, que um dia há um muro em cinzas como perímetro,
e só se o ultrapassa inventando que os dias são noites, e as noites, todos os dias.

