Eis uma lágrima por que não lutei,
Como a poderei ignorar,
não sei traduzir-me em inércia,
era preciso aprender outro coração,
fazer aquela impossível rotina,
do café cruel mecânico horário,
lar doce lar até.
Quem inventou esta multidão de carne cega,
que esconde as mãos em relógios,
decerto não foram as lágrimas...
talvez,
relógios escravos
de nomes intitulados.
Constantino Alves
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